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doença hemorroidária2 min de leitura

Doença Hemorroidária: Sintomas, Graus e Formas de Tratamento

Entenda os sintomas das hemorroidas, a diferença entre hemorroidas internas e externas, os graus da doença e as opções de tratamento.

Por Dra. Dayara SalomãoÚltima atualização: 18/05/2026

Muitas pessoas associam hemorroida a dor, mas a queixa mais comum costuma ser sangramento vermelho-vivo e indolor. Entender os sintomas e os graus da doença ajuda a buscar avaliação no momento certo.

O que é a doença hemorroidária?

As hemorroidas são estruturas vasculares normais da região anal. Falamos em doença hemorroidária quando essas estruturas passam a causar sintomas, como sangramento, desconforto, coceira, sensação de umidade ou prolapso (quando a hemorroida se exterioriza pelo ânus).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria dos casos não cursa com dor importante. A dor costuma estar presente em situações específicas, como nas crises de trombose hemorroidária.

Hemorroidas internas e externas

Existem dois tipos de hemorroida:

  • Hemorroidas externas: localizam-se na borda do ânus e não possuem classificação por graus.
  • Hemorroidas internas: ficam dentro do canal anal e são classificadas clinicamente do grau I ao grau IV, de acordo com os sintomas e o comportamento do prolapso.

Os graus das hemorroidas internas

A classificação é feita pela avaliação clínica associada ao exame físico:

  • Grau I: apenas sangramento vermelho-vivo, sem prolapso pelo ânus.
  • Grau II: a hemorroida prolapsa ao evacuar, mas retorna espontaneamente para dentro do canal anal.
  • Grau III: a hemorroida prolapsa e só retorna ao canal anal com redução manual.
  • Grau IV: a hemorroida permanece constantemente prolapsada, mesmo após tentativa de redução manual.

Essa classificação ajuda a definir, em conjunto com o exame físico, quais abordagens podem fazer mais sentido para cada pessoa.

Quando procurar avaliação?

É importante buscar avaliação quando há sangramento anal, prolapso, desconforto persistente ou qualquer alteração que se repita. O sangramento pode ter outras causas além da hemorroida, por isso a avaliação ajuda a esclarecer o quadro com segurança.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende do tipo de hemorroida, do grau da doença e da associação ou não com hemorroidas externas e plicomas.

Para o componente interno, as opções podem incluir medidas clínicas, ligadura elástica, técnicas sem corte, hemorroidopexia e hemorroidectomia (convencional ou a laser de CO2), conforme a avaliação. Quando há componente externo com indicação cirúrgica, a abordagem geralmente envolve excisão, que pode ser convencional ou a laser de CO2.

Nenhuma técnica é superior a outra de forma genérica. A escolha é individualizada e depende do exame e dos objetivos de cada paciente.

Perguntas frequentes

Toda hemorroida causa dor?

Não. A maioria das pessoas com doença hemorroidária não sente dor. A queixa mais comum costuma ser sangramento vermelho-vivo e indolor. A dor é mais frequente em situações específicas, como crises de trombose hemorroidária.

Preciso de colonoscopia para diagnosticar hemorroida?

A classificação da hemorroida é feita pela avaliação clínica associada ao exame físico. A colonoscopia pode ser indicada para investigar outras causas de sangramento, principalmente conforme a idade e os fatores de risco, mas não é o exame que classifica a hemorroida.

Hemorroida sempre precisa de cirurgia?

Não. As opções variam conforme o tipo e o grau da doença. Em muitos casos é possível usar medidas clínicas e procedimentos menos invasivos. A indicação depende de avaliação individual.

Tratamento relacionado

Hemorroidectomia com laser de CO2

Procedimento indicado para casos selecionados de doença hemorroidária com foco em precisão cirúrgica, controle do trauma local e recuperação mais confortável.

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Precisa de avaliação especializada?

Se você apresenta sintomas, dor ou sangramento, uma consulta é importante para definir o diagnóstico e a melhor conduta para o seu caso.

Conteúdo elaborado com finalidade educativa por Dra. Dayara Salomão, coloproctologista.
Este artigo não substitui consulta médica. Em caso de sangramento, dor, prolapso ou outros sintomas anais persistentes, procure avaliação presencial.