Pular para o conteúdo principal
Tratamento especializadoPlicoma Anal

Remoção de plicoma anal com laser de CO2

Procedimento para remoção de excesso de pele anal quando há desconforto, dificuldade de higiene ou incômodo funcional e estético relevante.

Por Dra. Dayara SalomãoCRM-MS 16556 · RQE 9819Última atualização:

Quando esse tratamento pode ser considerado

  • Plicoma que causa desconforto, coceira ou dificuldade de higiene.
  • Plicoma que fica frequentemente irritado, dolorido ou que sangra.
  • Incômodo estético relatado pelo próprio paciente.
  • Necessidade de biópsia para descartar outras condições, como a doença de Crohn.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre plicoma anal com laser

Plicoma anal precisa ser operado?

Na maioria das vezes, não. Quando não há dor, inflamação ou incômodo, a conduta é deixá-lo em paz. A remoção entra em cena quando ele atrapalha a higiene, irrita com frequência, sangra, incomoda esteticamente ou precisa ser biopsiado.

Plicoma é a mesma coisa que hemorroida?

Não. A hemorroida é uma veia inchada: pode sangrar, pode prolapsar ao evacuar e voltar depois, e dói bastante quando trombosa. O plicoma é uma sobra de pele — não sangra, não muda de tamanho com o esforço e costuma ser indolor.

Plicoma pode ser confundido com verruga de HPV?

Pode, e isso acontece com alguma frequência. O plicoma tem superfície lisa e a cor da pele normal; a verruga de HPV tem superfície irregular, tipo couve-flor, tende a aparecer em grupos e pode crescer, coçar ou sangrar levemente. O diagnóstico é clínico e, em caso de dúvida, pode ser confirmado com biópsia.

O plicoma pode voltar depois de removido?

Pode, especialmente se os fatores que o causaram continuarem presentes. A técnica também influencia: a remoção com eletrocautério causa mais dano térmico e mais inflamação, e por isso tem maior risco de recidiva do que a remoção com laser de CO2.

Como o procedimento é feito

O laser de CO2 vaporiza camadas finas de tecido com controle milimétrico, em vez de apenas coagular como faz o eletrocautério. Na plicomectomia, isso permite remover a sobra de pele selando os vasos ao mesmo tempo.

O resultado prático é menos inchaço e uma cicatrização mais limpa e rápida do que na remoção com eletrocautério.

A técnica escolhida também tem efeito sobre a recidiva: plicomas retirados com eletrocautério sofrem maior dano térmico e mais inflamação, e com isso têm maior risco de voltar a se formar no mesmo local.

Como a conduta é planejada

O plicoma anal, ou "excesso de pele" ao redor do ânus, é uma saliência de pele benigna, macia e da mesma cor da pele ao redor. É muito comum: estima-se que cerca de um terço das pessoas com problemas anais benignos apresente algum plicoma.

Na maioria dos casos ele não causa sintoma nenhum e não precisa de tratamento. Quando não há inflamação, dor ou incômodo, a recomendação é simplesmente deixá-lo em paz — não faz sentido transformar em problema algo que não incomoda.

O plicoma costuma ser sequela de algo anterior: fissuras anais crônicas ou já cicatrizadas, hemorroidas que inflamaram, ou a inflamação que se segue a uma cirurgia convencional de hemorroida. Atrito crônico, sobrepeso e diabetes também favorecem seu aparecimento.

Em uma minoria dos casos, principalmente em crianças e adolescentes ou quando vêm acompanhados de fissuras e inflamação, plicomas anais podem ser um sinal precoce de doença de Crohn — motivo pelo qual uma lesão nova nessa região merece avaliação.

Diferenciais da abordagem

  • Remoção com precisão milimétrica, selando os vasos durante o próprio corte.
  • Menos inchaço e cicatrização mais limpa do que na remoção com eletrocautério.
  • Menor dano térmico ao tecido vizinho, o que reduz o risco de o plicoma voltar a se formar no local.
  • Orientação pós-procedimento voltada a conforto e cicatrização.